segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Meus devaneios

Meus devaneios
(Rafael De Moraes)

Meus devaneios
Simploriamente meus
Em meio a ritos alheios
Parecem não mais ter fim

Um triste arlequim galante
Sentado na roda gigante
A girar sem par

A espera de uma colombina
De um eterno carnaval
Ou quem sabe apenas uma rima
Um verso que satisfaça seu desejo
E lhe cure o mal


Que faça de um vilarejo uma metrópole
Quiçá uma megalópole
De sábios humanos
Nem sagrados, nem profanos
Apenas mundanos
Assim como meus devaneios
Simploriamente

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