domingo, 25 de setembro de 2011

Emergi


Emergi
(Rafael De Moraes)

Me vesti de saudade e mergulhei
Nesse mar de lágrimas que chorei
Permaneci
Submerso em solidão
Quase não voltei a razão
Na inercia do meu coração
Quase sucumbi
Mas resisti
Não me deixei esvair
Qual uma luz no fim do túnel o sol brilhou
Emergi
Pra me recompor
Pra respirar um novo amor

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Meus devaneios

Meus devaneios
(Rafael De Moraes)

Meus devaneios
Simploriamente meus
Em meio a ritos alheios
Parecem não mais ter fim

Um triste arlequim galante
Sentado na roda gigante
A girar sem par

A espera de uma colombina
De um eterno carnaval
Ou quem sabe apenas uma rima
Um verso que satisfaça seu desejo
E lhe cure o mal


Que faça de um vilarejo uma metrópole
Quiçá uma megalópole
De sábios humanos
Nem sagrados, nem profanos
Apenas mundanos
Assim como meus devaneios
Simploriamente

sábado, 3 de setembro de 2011

Irene e Maria


Irene e Maria
(Rafael De Moraes)

Irene
Furacão em forma de mulher
Avassaladoramente por onde passava a todos seduzia

Maria
Menina mulher
Sorriso de criança
Corpo de quem quer
Com todo querer

Quando juntas estavam no mesmo lugar
Todos os homens mostravam-se mais homens
Buscando alguma forma de chamar atenção
Almejando desfrutar de todo o prazer

Tolos, simplesmente tolos
Ninguém sabia
A cumplicidade existente entre Irene e Maria

Ninguém sorriu
Todo mundo chorou
O caso do acaso que a vida modernizou