O Beija-flor, a Rosa
e o Carcará
(Rafael De Moraes)
O Beija-flor se
aproximou com o seu voo encantador
Pairou no ar, sambou
pra lá, sambou pra cá
E escolheu a flor
mais bela do jardim
Era ela, a Rosa
amarela
E ela se apaixonou
por aquele belo cuitelo galanteador
Longa primavera de
paixão
Até chegar subitamente
e imponente aquela ave de rapina da face vermelha
Temido por todos os
ares, o carcará malvado, bicho sanguinolento
À desafiar o colibri
para um duelo de vida ou morte
Sem pestanejar disse
aceito, o colibri, porém com uma condição
Vai ser um duelo de
partido alto e logo ressalto que sou de amargar
No primeiro verso
perguntou o Beija-flor:
Por que viestes no
meu jardim pra me desafiar sr. carcará?
E ele disse: É
porque tú sambas e eu não sei sambar
E logo disse: Você
pensa que o seu samba é o seu ziriguidum
Mas és pequeno, és
fraco e sem músculo algum
Óh! Carcará, a
inveja é o que te consome, me desculpe mas sambar não é pra qualquer um
Versaram
incansavelmente por 7 noites e 7 dias
A rosa que
desabrochou se manteve fiel
Sobravam palavras e
versos para o Beija-flor
Deu-se por vencido o
Carcará de solidéu
Fadigado e estendido
no chão, ali mesmo ficou
O Beija-flor
vitorioso pairou no ar!
Sambou pra lá,
sambou pra cá
E a Rosa foi beijar!
Até logo!
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