segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Beija-flor, a Rosa e o Carcará

O Beija-flor, a Rosa e o Carcará
(Rafael De Moraes)

O Beija-flor se aproximou  com o seu voo encantador
Pairou no ar, sambou pra lá, sambou pra cá
E escolheu a flor mais bela do jardim
Era ela, a Rosa amarela
E ela se apaixonou por aquele belo cuitelo galanteador
Longa primavera de paixão
Até chegar subitamente e imponente aquela ave de rapina da face vermelha
Temido por todos os ares, o carcará malvado, bicho sanguinolento
À desafiar o colibri para um duelo de vida ou morte
Sem pestanejar disse aceito, o colibri, porém com uma condição
Vai ser um duelo de partido alto e logo ressalto que sou de amargar
No primeiro verso perguntou o Beija-flor:
Por que viestes no meu jardim pra me desafiar sr. carcará?
E ele disse: É porque tú sambas e eu não sei sambar
E logo disse: Você pensa que o seu samba é o seu ziriguidum
Mas és pequeno, és fraco e sem músculo algum
Óh! Carcará, a inveja é o que te consome, me desculpe mas sambar não é pra qualquer um
Versaram incansavelmente por 7 noites e 7 dias
A rosa que desabrochou se manteve fiel
Sobravam palavras e versos para o Beija-flor
Deu-se por vencido o Carcará de solidéu
Fadigado e estendido no chão, ali mesmo ficou
O Beija-flor vitorioso pairou no ar!
Sambou pra lá, sambou pra cá
E a Rosa foi beijar!

Até logo!

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